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notícia • 2017-11-08 Arquitecto José Baganha vence Prémio Rafael Manzano
Imagem 0 - Arquitecto José Baganha vence Prémio Rafael Manzano

 

José Baganha recebeu esta semana o galardão do prémio de Nova Arquitectura Tradicional Rafael Manzano, numa cerimónia realizada no salão nobre da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, tendo sido o seu presidente, Fernando Téran, a entregar o prémio, na presença da Directora Geral do Património da Comunidade de Madrid.
 
Nesta 6ª edição, que este ano se estendeu ao nosso país, foram 15 os arquitectos que se candidataram, de entre eles três de Portugal. O prémio é concedido anualmente, desde 2012, atribuído pela Fundação Richard H. Driehaus, a um Arquitecto cuja carreira se tenha destacado pela valorização do contributo da arquitectura tradicional para os projectos contemporâneos, tanto em obra nova como em reabilitação.
 
A sua extensão a Portugal mereceu o apoio da Fundação Serra Henriques e o Alto Patrocínio da Presidência da República, bem como a divulgação da OA.
 
O arquitecto português, Doutor pela Universidade do País Basco, foi distinguido pelo seu trabalho na preservação, entre outras, das tradições arquitectónicas alentejanas, com as suas casas caiadas e chaminés altas, entre elas, a Casa das Sesmarias (Salvaterra de Magos, 1992) entre palácios e casas de campo; e a Casa do Médico de São Rafael (Sines) um edifício em ruínas do séc.XVIII e que José Baganha reconstruiu e converteu em centro de eventos para a Ordem dos Médicos.

 

O filantropo americano Richard H.Driehaus patrocina o prémio e, na altura da homenagem, dedicou as seguintes palavras; “Baganha é um dos arquitectos que em Portugal mais se dedica a projectar edifícios em total harmonia com as tradições arquitectónicas dos locais, apesar das adequadas adaptações à actualidade. Baganha respeita o contexto e a essência dos lugares e essas são as marcas do seu trabalho.Este tem sido um caminho solitário mas que se espera que, a partir de agora, o seja menos”.

 

Na sua intervenção o laureado disse que, desde “muito cedo, soube qual o caminho que queria percorrer na arquitectura,sem negar a tradição e a História mas delas seguindo pistas para ir ao encontro das necessidades  dos dias de hoje, com respeito pela identidade dos locais e a preservação do ambiente natural. Concluiu dizendo que era com grande prazer que constatava o apoio que instituições e pessoas como Richard Driehaus prestavam no apoio aos profissionais que dedicavam as  suas vidas à defesa e ao ensino da arquitectura tradicional.”
 
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